Poesia é vontade criada e criativa,
que não há como ser saciada de forma inativa
só escrevendo, escrevendo, escrevendo...
com caneta ou com teclado
no final de um livro ou na porta do armário,
no primeiro pedacinho de papel que me aparece
durante a madrugada que o sol amanhece.
Na parede, no pensamento,
na espera, no movimento,
na chegada, no caminho, na partida,
no vidro empoeirado, no bilhete deixado,
na vida.

E a minha vida eu não sei viver sem ser escrevendo. Com palavras ditas ou guardadas (é que também escrevo por dentro)... ou partilhadas... aqui, por exemplo.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

O que você faz em mim


Já perdi as contas eu acho
das vezes em que o seu olhar me descobriu
de quando pude me entender, me enxergar
a partir do que você consegue ver.
Porque você sorriu
eu descobri a vida mais fácil de lidar
deparei-me com sonhos guardados em mim
e aprendi cores que desconhecia
e vontades que ainda não sabia querer.

As vibrações desses sonhos
e a sensibilidade da tua voz:
de braços dados – harmonia.
As cores do seu rosto
e a sua maneira de olhar:
meu território – alegria.
As pétalas que caem
e as novas que se fazem:
construindo-me – ousadia.

E querer você vai iluminando as minhas manhãs
como radiação de um Sol maior...
as sua manias e manhas,
desejos e esperas,
contos e cantos
com sabor de primavera
após inverno
O seu amor me floresce.

Maria Carol Reis

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